segunda-feira, setembro 16, 2019

coisas cujo "fascínio" que não percebo:
O Principezinho, Elena Ferrante, Murakami e Gonçalo M. Tavares

sexta-feira, setembro 13, 2019

- 15 anos de obelogue -

ah pois é, a bebé sabe fazer e decorar bolos... faltou uma espátula, tal como têm faltado posts, mas faz-se o que se pode.



quinta-feira, setembro 12, 2019

"No seguimento do processo de recrutamento em que se encontra, vimos por este meio informar da não evolução da Sua candidatura."

(foi o teste das cores, não foi? ráis partó teste das cores. eu tenho culpa de ser coerentemente coerente?)

quarta-feira, setembro 11, 2019

not in the mood

domingo, setembro 08, 2019

sexta-feira, setembro 06, 2019

deus, que estás aí em cima a desafiar a lei da gravidade… 
um trabalho. dois dias de descanso e ideias que não mudam ao minuto. um trabalho. é só isto que peço. 
uma pessoa tem dias. dias em que ouve isto (e se acha fabulosa). e depois todos os outros. 

quarta-feira, setembro 04, 2019


- não vai mais vinho para essa mesa -

sim, todos têm. excepto os de indecisão. e os de tamanho: ou grande ou médium, Ismael.




terça-feira, setembro 03, 2019

- original soundtrack -

hoje, sem letra:

(Peace Piece, Bill Evans)

- não vai mais vinho para essa mesa -

Indesit







































- ars longa, vita brevis -
Hipócrates

não sei se sou feminista (se calhar sou só idiota. nem sei se é uma boa ideia falar destas coisas ou se terão interesse para alguém…). se ser feminista é defender a igualdade de oportunidades entre homens e mulheres, então sou. creio que na História, pelo menos na História da Arte, aquilo que nos é contado é apenas uma parte muito coada do todo. e as duas grandes causas para isto, para esta deturpação da História da Arte - com que por vezes somos confrontados com a vinda a público de novos factos - são, parece-me, a destruição e roubo dos testemunhos (sejam eles as obras de arte em si, seja a sua descrição) e a visão parcial com que a História da Arte foi construída. Não foram nem são disponibilizados todos os factos: são antes sublinhados uns e relegados para segundo plano outros que não contribuem para o sentido da narrativa. E nesta parte, temos de dizer que as mulheres não tiveram de facto as mesmas oportunidades que os homens. Elas não eram menos capazes e tenho a certeza que a sua produção foi tão profícua como a produção artística masculina. Tiveram os limites impostos pelas convenções sociais, mas não deixaram de produzir. Talvez fosse mais difícil a uma mulher carregar e esconder (quando era caso disso) as suas telas, pincéis, pigmentos, mas não acredito que mulheres de todos os tempos tenham produzido tão pouca literatura, por exemplo do que aquela que chegou aos nossos dias. Talvez a construção da história não beneficiasse com a sua presença, mas elas "andavam aí". Fala-se de uma irmã de Shakespeare, tão talentosa como ele e até, diz-se, autora de algumas das peças. Fala-se de Clara Schumann. E fala-se de Elsa von Freytag-Loringhoven, a mulher que muito provavelmente terá inventado o urinol atribuído a Duchamp. A notícia não é nova, mas diz qualquer coisa como isto:
Elsa von Freytag-Loringhoven

Quando a Europa estava a entrar na Primeira Guerra Mundial e nos Estados Unidos se vivia um clima propício a outras preocupações que não a sobrevivência, realizou-se em Nova Iorque uma exposição aberta a todos aqueles que desejassem nela participar em troca de uma pequena caução. Dessa exposição fez parte o famoso urinol atribuído a Duchamp que, como era tão descabido para a época, rapidamente caiu no esquecimento. Da obra original só existe uma fotografia captada na referida exposição.(1) Mas, segundo uma carta do próprio Duchamp à sua irmã, carta datada de 11 de Abril de 1917 (alguns dias após a inauguração da exposição), é referido pelo artista que uma amiga sua apresentou a obra à exposição, sob o pseudónimo masculino Richard Mutt. Voltando à obra que despareceu de vista após o final da exposição, a mesma foi enviada para Filadélfia. Duchamp no entanto morava nessa altura em Nova Iorque. O artista de facto nunca foi muito expansivo quanto à forma como a obra foi criada e chegou mesmo a apresentar versões contraditórias acerca deste assunto.(2) Elsa von Freytag-Loringhoven nunca reclamou a autoria da obra. Uns dizem que não o fez porque nunca pensou talvez que tivesse criado uma obra de arte (e aqui "a porca torce o rabo" pois a obra não foi validada enquanto tal em 1917, mas foi mais tarde em 1935), outros dizem que não podia ter feito isso pois não havia evidências de que a baronesa conhecesse Duchamp antes de 1918.... Fountain foi legitimada enquanto obra de arte por André Breton, cerca de 20 anos após a exposição em Nova Iorque e cerca de 10 anos após a morte da própria baronesa. A obra seguiu para Filadélfia pois era lá que  Elsa von Freytag-Loringhoven vivia na pobreza. De baronesa tinha apenas o título (que adquiriu ao casar com o barão Leopold von Freytag-Loringhoven, mas de quem se separou para ter mais liberdade). Vivia em Filadéfia e posava para outros artistas como forma de ganhar algum dinheiro. Há quem refira uma espécie de obsessão da baronesa por Marcel Duchamp; ele admirava-a não a classificando como dadaísta, claro está, nem mesmo como futurista. Segundo Duchamp ela não era futurista, ela era o futuro. Talvez Marcel Duchamp tivesse recebido os louros que não lhe eram devidos. Talvez a amiga que entregou a obra na exposição de Nova Iorque fosse Rrose Sélavy (Rose c'est la vie), pseudónimo do próprio Duchamp e não a baronesa. Para a confusão contribui a única fotografia que existe da obra da autoria de Stieglitz. Não se trata de uma fotografia "directa", mas de uma fotografia composta aquela que foi publicada no nº 2 da revista The Blind Man em 1917. A fotografia que mostra o urinol tal como foi entregue na exposição (ainda com o cartão de entrada do lado esquerdo) foi, segundo alguns especialistas, assinada R. Mutt. Ou seja, não é a obra que é assinada, mas a fotografia da obra. Por outro lado, o cartão tem como nome do autor o de R. Mutt e como título, "Fountain".
Stieglitz para The Blind Man, 1917

Se acho que este facto muda alguma coisa? Não. Este facto não muda nada hoje, nem mudaria na altura.(3). Acho que não muda o curso da História da Arte. Este facto é conhecido desde 1982 - ano em que a carta de Duchamp é descoberta - e nada mudou. Mesmo que em todos os livros se altere o nome de Duchamp para Elsa von Freytag-Loringhoven nada vai mudar. Mas altere-se o nome de Duchamp para Elsa von Freytag-Loringhoven, e o de Kandinsky como percursor do expressionismo abstracto para o de Hilma af Klint, dê-se a Lee Krasner o lugar que merece e aí teremos alguma justiça na História da Arte. Não devemos dar a estas mulheres um lugar, mas o seu lugar. Se isso implicar retirar outros do lugar que injustamente e sem mérito ocupam...

(1) Embora Duchamp tenha escrito na carta à irmã que a obra não foi aceite e que por isso não fazia parte da exposição.
(2) Apesar do conteúdo da carta, Duchamp disse mais tarde que comprou a peça à empresa J. L. Mott Iron Works Company. Mutt viria pois de Mott.
(3) Poderia pensar-se que a obra não foi, em 1917, considerada obra de arte pois a autora era uma mulher, mas estava assinada por um homem, por isso a obra de arte não foi legitimada enquanto tal pois não teve defensor à altura.

domingo, setembro 01, 2019

- o carteiro -

últimos cartuchos. com muita pena...











quinta-feira, agosto 29, 2019

- o carteiro -

cabeça: estás mais gorda
calças: estás mais magra


- o carteiro -

leituras de Verão, leituras de Verão (" O Inverno vai vir")

porque sim…



, o Apóstata:


como desaparecer completamente:






















segunda-feira, agosto 26, 2019

bem me parecia que era "muita fruta"...

sábado, agosto 24, 2019

de  meio comprimido em meio comprimido até à derrocada final

terça-feira, agosto 20, 2019

domingo, agosto 18, 2019

eu vou, mas não me apetece ir

sexta-feira, agosto 16, 2019

- não vai mais vinho para essa mesa -

devido ao iminente colapso da sociedade…