sábado, fevereiro 24, 2018

zero.
zero x zero x zero.

sexta-feira, fevereiro 23, 2018

isto nunca vai mudar

quinta-feira, fevereiro 22, 2018

- original soundtrack -














(...)
No, it's not going to stop
Till you wise up
No, it's not going to stop
So just give up

(Wise Up, Aimee Mann)
- não vai mais vinho para essa mesa -

às vezes olho para os anúncios publicitários na rua e penso "se eu tivesse uns lábios assim..." ou "se eu tivesse um rabo assim"... ou "se eu fosse assim como ela"... e concluo: "tudo seria diferente. para melhor."
- ars longa, vita brevis -
Hipócrates

antes e depois ou como "eu tinha muito para vos contar, mas não pode ser. ando numa fase de impressionistas. daqueles impressionistas menos considerados como o Bazille ou o Caillebotte. Este último, ao que parece, teve um interesse especial pela fotografia e usou-a. Vê-se que a sua pintura é, deste ponto de vista, diferente da de Monet ou Renoir. É mais realista, menos idealizada, acho eu. E mais fiel aos pormenores, pelo menos os da vida parisiense. Para além disso faz uso de uma idiossincrasia da máquina (fotográfica) e que resulta em primeiros planos muito nítidos por oposição a planos de fundo ligeiramente desfocados. O irmão de Caillebotte era fotógrafo e por isso, mesmo que o pintor em si não soubesse fotografia na prática, deveria ter acesso facilitado a ela. A propósito deste meu estudo de Caillebotte, descobri que existe este livro (que está fora do orçamento) onde a relação mais ou menos evidente entre a fotografia e a pintura está presente. Descobri também este "antes e depois" para gáudio dos demais e para meu também, não fosse eu estar cada vez mais desinteressada de tudo, fruto de... cenas. Por isso, portem-se bem e tenham cuidado. 













Martial Caillebotte
Maurice Minoret ramant



Caillebotte
A boating party
1877-1878
Colecção Privada


 - o carteiro -


caros senhores:
desde que começou esta coisa do movimento #metoo e #timesup que isto tem sido difícil para vocês. não que ache mal os movimentos - à excepção dos motivos pelos quais os mesmos se revelam e à excepção da sua insignificância. aliás até acho bem que se fale disso. mas de facto isto tem-se revelado um pesadelo para vocês. não só se sentem acossados por milhares de vaginas a ranger os dentes (imagino vaginas com duas pernas e dentes bicudos a marchar), como ainda por cima tudo isto vos fez reconsiderar as técnicas de engate. e talvez o engate em si. o que é uma pena.

mas se isto vos faz sentir melhor, há algo que vos quero dizer: para nós também não tem sido fácil. de repente vemo-nos em dilemas salomónicos: se manifestamos interesse estamos a trair a causa, se não manifestamos interesse podemos estar a passar ao lado de uma "bela amizade"; se tomamos a iniciativa, somos oferecidas e tornamos mais ténue a linha entre a sedução e o assédio, se não tomamos a iniciativa somos umas moscas mortas; se temos vontade própria somos umas taradas e estamos a pedi-las, se não temos vontade somos histéricas. é um trabalho do caraças.

segunda-feira, fevereiro 19, 2018

só-para-tapar-o-post-anterior

sexta-feira, fevereiro 16, 2018

39.
anos.

quarta-feira, fevereiro 14, 2018

- o carteiro -

neste dia de S. Valentim, toda a gente quer ser lembrada, apreciada, ter cafuné e coisas assim. Para quem tem o seu Valentim, ainda bem: palminhas, "Yupii" e parabéns!

Relíquias de S. Valentim
269 d.C.
Basílica de Santa Maria in Cosmedin, Roma


Quem não tem, Santa Paciência...






terça-feira, fevereiro 13, 2018

- original soundtrack -

porque é "carnavau". e por outras coisas:














Essa moça tá diferente
Já não me conhece mais
Está pra lá de pra frente
Está me passando pra trás

Essa moça é a tal da janela
Que eu me cansei de cantar
E agora está só na dela
Botando só pra quebrar

(...)

(Essa moça está diferente, Chico Buarque)


- não vai mais vinho para essa mesa -

porque é "carnavau". e por outras coisas também:





- ars longa, vita brevis -
Hipócrates

antes e depois ou "olá a todos. hoje escrevo-vos com um sabor amargo na boca, pois não gosto nada destas duas pinturas, embora goste do Bazille. O que primeiro nos faz questionar este quadro do Bazille é o seu formato. O formato quadrado não é comum, ainda para mais num quadro que vai beber a formatos e fórmulas clássicas (fórmulas que privilegiam o rectângulo) . É verdade que alguns artistas do século XIX usavam este formato quadrado para pintar, mas isso não era casual. Porque é que Bazille o usa? Porque o que Bazille pinta não é uma paisagem e o formato rectangular é usado para paisagem. Aliás, quando imprimimos um documento, o formato rectangular "deitado", é-nos apresentado como sendo a opção "landscape" (paisagem). Talvez tenha sido por isso que Bazille tenha optado por um formato que não limita a sua pintura a géneros convencionados como a paisagem ou o retrato. Por outro lado, este formato permite - e exige - a concentração do conteúdo: não há pintura em quadrado sem centralidade, sem capacidade de síntese. O artista alterou a distribuição prévia das figuras - distribuição essa que podemos ver nos seus desenhos preparatórios - para "arranjá-las" no espaço quadro. As influências foram muitas e como isso daria outro post, não irei falar delas. Mas uma delas tenho de referir e que é, de resto, a que aqui apresento. Bazille foi beber a esta cena pastoral de Laurent de la Hyre. É uma cena que nada acrescenta (pelo menos este autor nada me diz), mas que possui um elemento, um pastor que Bazille vai buscar. Só que enquanto o pastor de La Hyre olha contemplativo para o gado e a paisagem enquanto ouve a flauta que o seu companheiro toca, o jovem de Bazille que se encontra também reclinado observa a luta de dois dos seus amigos. Só que em de La Hyre, o espaço e a temática prestam-se a essa contemplação: o pastor olha para lá dos limites da tela. Em Bazille o espaço é mais apertado e há por isso uma discrepância entre a figura reclinada que, como figura reclinada vinda de La Hyre, deveria estar a contemplar o infinito, e a proximidade dos seus colegas tão activos. Esta separação entre quem observa e quem é observado é também cromática, com as figuras contemplativas a fazerem-no na sombra e as figuras a activas a lutarem ao sol. É uma pintura cristalizada não só pelo tempo, mas no tempo. Ao contrário de outras pinturas de Bazille, esta mostra-nos personagens com traços muito semelhantes, nada individualizados. Bazille deverá ter tido dificuldade em arranjar modelos e por isso trabalhou sempre com o mesmo. Isto se por um lado pode ser considerado negativo, terá de ser visto por outra perspectiva: há uma extensão temporal da pintura. 



Laurent de La Hyre
Landscape
1647
Musée Fabre, Montpellier








































Frédéric Bazille
Summer Scene
1869
Fogg Museum















é mais fácil apanhar a lebre assustada que a gazela experiente. daí a lebre permanecer na toca.

segunda-feira, fevereiro 12, 2018

"Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo." 

(...)

quinta-feira, fevereiro 08, 2018

- o carteiro -

Caro "Um admirador secreto"

Boa noite! Antes de tudo tenho de lhe agradecer o pedido que faz acerca do Homero: levou-me a investigar e a chegar a alguma conclusões que não me levam a nenhum lado, mas como o saber não ocupa lugar...

Hoje em dia todas as moças usam pestanas falsas. Temos até de ter cuidado frente a elas pois podemos apanhar uma corrente de ar que nos deixe de cama umas duas semanas. As pestanas falsas atraem o olhar do outro para o olho de quem as usa. Quem, portanto, não tem as pestanas naturalmente longas, tem de recorrer a outros métodos.

Outras há que não necessitam de artifícios: as vacas por, exemplo, possuem pestanas longas e olhos muito bonitos. Isso é pelo menos o que acho. O Homero deveria pensar o mesmo pois designou a deusa Hera (a mãe dos deuses por ser mulher de Zeus, o pai dos deuses) por "olhos de vaca". Não sei se esta designação se prende com a beleza dos olhos de Hera, se com a sua etimologia (há quem diga que Hera quer dizer "vaca, bezerra". Nada de errado com isto: as vacas são bonitas e na Antiguidade eram sinal de prosperidade e fertilidade). De facto, Homero refere-se a Hera como a βοῶπις (boōpis, ou "olhos de vaca"). E onde é que isso se encontra? Pois aí é que está o imbróglio. Eu achava que era na Odisseia e daí a quadra:

Mas eis que surge essa ideia
do cílio, cujo olhar destaca.
Homero falava disso n' Odisseia,
Mas a propósito d'uma vaca.

De facto, na Odisseia há uma referência aos olhos de vaca. No livro XII pode ler-se:

100 A mãe deusa educou-as, e em Trinácria
101 As destacou por guarda a pretas vacas
102 E ovelhas de seu pai. Se intactas forem,
103 Dificilmente abordareis à pátria;
104 Senão, te agouro aos teus e à nau ruína,

A mãe deusa é Hera, creio. E se ela ensina Faetusa e Lampésia, filhas de Hiperião, a guardar vacas, poderia estar ali a ligação entre Hera e as vacas. Faltava porém a estabelecer a ligação com os olhos de vaca. E então comecei a pensar que a referência de Homero a Hera e aos olhos de vaca poderia estar não na Odisseia, mas na Ilíada. E sabe que mais? Estava. Estava no livro XIV:

129 A olhitáurea cogita augusta Juno:
130 Ótimo pareceu-lhe ir ter com ele
131 Guapa e ornada e ao concúbito inflamá-lo,
132 E um dormente sossego doce e meigo
133 Nos sentidos e pálpebras verter-lhe.

"Olhitáurea" é uma expressão para "olhos de vaca" que Homero também utiliza em outros escritos, como num Hino a Apolo. E Juno, o nome de Hera para os romanos. Está portanto tudo explicado. Só fica a faltar a quadra refeita:

Os cílios falsos de pantera
deslocam ventanias invernais
Na Ilíada Homero fala de Hera
Que era tão vaca como as demais.

Bem, vou para dentro. 



quarta-feira, fevereiro 07, 2018

um empate

fome - 0; vontade de comer - 0

terça-feira, fevereiro 06, 2018

- original soundtrack -

porque "o mistério do amor é maior que o mistério da morte" (Oscar Wilde)



(...)
Oh, oh woe-oh-woah is me
The first time that you touched me
Oh, will wonders ever cease?
Blessed be the mystery of love
(...)

(Mystery of Love, Sufjan Stevens)

- não vai mais vinho para essa mesa -

este trânsito junto à Zarzuela...









- o carteiro -

quando estás só a observar:

Moças posam na rua
Enquanto lhes tir' o retrato.
O condutor que espera, amua,
atrasado c'o aparato.

"Ráis part'ó Facebook",
atira ele da janela.
"Qualquer dia faço amok,
a tipas com' aquela."

As Kardashian wannabe's
não olham nem de soslaio.
A que fotografa até diz:
"Faz com'a Sara Sampaio!"

Editam logo as imagens,
Ali na hora, no Picsart.
Como Estalines, deixam paisagens
sem gente, tiradas em Marte.

O cabelo fica esticado,
A cinturinha, de vespa asmática,
O peito de pombo entesoado,
Entre outras regras da táctica.

Mas eis que surge essa ideia
do cílio, cujo olhar destaca.
Homero falava disso n' Odisseia,
Mas a propósito d'uma vaca.

Faltam as unhas de gel,
Armas potencialmente mortais.
Guardam a comida, o pó e o fel,
das mulheres ocidentais.

E prá terminar na perfeição,
usam-se hashtags baris,
Daquelas que chamam 'atenção,
Como "#VacationsInParis"

O objectivo disto aqui,
É arranjar um SugarDaddy,
Pra ir às galas da TVI,
Ter PT, Trender e Caddy.

Eles dizem que é artificial
fútil, feio e cafona.
Mas acham mesmo bestial
Comer ocasionalmente outra ...


sexta-feira, fevereiro 02, 2018

péssimo dia com previsão de agravamento do estado anímico da fauna circundante durante a tarde.

quinta-feira, fevereiro 01, 2018

- original soundtrack -

e "prontos", é isto:

Vocês sabem lá
A saudade de alguém que está perto
É mais, é pior
Do que a sede que dá no deserto
É chama que a vida ateia sem dó
Na alma da gente, ao sentir
Que vive só

Vocês sabem lá
Que tormento é viver sem esperança
Ter coração
Coração que nem dorme, nem cansa
Não há maior dor, nem viver mais cruel
Que sentir o amargo do fel
Em vez de mel
Vocês sabem lá

(Vocês sabem lá, Fátima Bravo)

- não vai mais vinho para essa mesa -

quando a criatura se transforma em criador, e a criadora passa a criatura.


















- ars longa, vita brevis -
Hipócrates

olá amiguinhos. estaindes bãos? eu estoi. uns dias milhor e outros pior, mas nada que postar não cure. por isso, cá bai mais um post da primeira liga do século XIX, ano de 2018, que opõe impressionistas franceses e impressionistas franceses. nesta caso, é um jogo a três entre impressionistas, impressionistas e impressionistas. Nesta modalidade não há VAR: quem escolhe o vencedor sou eu. Relembramos os resultados dos encontros anteriores:
Em 2012, Renoir vs Manet - 2
Em 2015. Monet vs Renoir - 1
Em 2017, Monet vs Renoir - 1
Em 2018, Bazille vs Sisley vs Renoir, cujo resultado ainda está por apurar coloca desde já Renoir em pior posição para vencer este desafio, uma vez que Renoir está sempre em pior posição para vencer qualquer desafio. Desta feita, os amiguinhos impressionistas partilham não uma cena maternal, nem uma natureza-morta com flores, nem mesmo banhistas junto ao rio, mas antes uma natureza morta com caça, o que não deixa de ser uma natureza morta. Bazille atira a matar com esta natureza-morta, já que é um dos poucos impressionistas que vem de uma família abastada e por isso, calculo que tivesse sido ele a fornecer o objecto de observação: os pássaros. Sisley compõe a cena pois o pássaro no limite do pano deixa de lá estar. É difícil encontrar imagens destes quadros com boa qualidade. As minhas fontes - que não vou revelar - não possuíam nenhum destes quadros e por isso não posso dizer muito acerca deles. Dos dois, Bazille vai melhor. Claro que a composição de Bazille é mais "normal" que a de Sisley. Sisley arrisca mais ao cortar a cena e limitá-la ao essencial, mas nem por isso foi mais bem sucedido. Falta-lhe... contexto. No enatnto, Sisley ganha no aspecto emocional, se assim puder chamar: vejam o bico da grande ave. Está virado para nós, conseguimos ver a sua expressão. 



















Bazille
Still-Life with Heron
1867
Musée Fabre
















Sisley
Still life: Heron with spread wings
1867

E onde entra Renoir?, perguntam vocês. Renoir pintou Bazille a pintar esta cena e por isso Renoir entra aqui no fim. Não é o pior Renoir que vi, vá lá:



















Renoir
Frédéric Bazille painting at his easel
1867
Museé du Louvre, Paris
- o carteiro -

últimas aquisições









sexta-feira, dezembro 22, 2017

acho que estou mais magra. o que no meu caso não é nada bom.
- original soundtrack -

Caro John Flores
Escolha musical completamente certa! Já que estamos numa de David Lynch, fica aqui um cromo para troca ("Don't let yourself be hurt this time / Don't let yourself be hurt this time")

quarta-feira, dezembro 20, 2017

- original soundtrack -

isto é tão bonito que até dói:

(...)
The power of love
A force from above
Cleaning my soul
Flame on burn desire
Love with tongues of fire
Purge the soul
Make love your goal
(...)

(The Power of Love, Frankies Goes to Hollywood)
- não vai mais vinho para essa mesa -







- ars longa, vita brevis -
Hipócrates

antes e depois ou "até que enfim chegaram gajas boas!" ou "mais um duelo entre impressionistas, desta vez para a primeira liga do século XIX, categoria pincel de pelo de marta". Pois eis-nos chegados a mais uma edição do torneio que coloca frente a frente nomes do impressionismo francês. O primeiro torneio deu-se em 2012 e opôs Manet a Renoir (ganhou Manet), o segundo torneiro, realizado em 2015, teve como protagonistas Renoir e Monet (ganhou Monet) e este terceiro tem como intervenientes Monet e Renoir. Não façam as vossas apostas pois sabemos que ganha Monet; ou seja, Renoir perde sempre porque não gosto de Renoir (ah pois é!)
Como o público destes torneios tão bem sabe, os impressionistas gostavam daquele calor humano "gostoso" e vai daí pintavam lado a lado. Eram dados ao "cunbíbio" e, acima de tudo, miúdos com idades muito aproximadas que partilhavam os mesmos espaços físicos, interesses e forma de ver a arte. Esta coisa de pintarem as mesmas cenas, de pontos de vista ligeiramente alterados, vem corroborar esta ideia de pintarem simultaneamente, não para competirem, mas para aprenderem uns com os outros. E com quem é que aprendemos? Com os mais velhos. De facto, dos impressionistas franceses, Monet era uma espécie de líder por ser também mais velho. Neste quadro, como em outros do pintor, Monet é mais  suave que Renoir sem ser delicodoce, algo típico de Renoir que me faz detestar os quadros dele. É tudo muito pastel, muito sentimental... e isso não me agrada. Parece-me que Monet conseguiu melhor resultado do que Renoir pelo enquadramento: em Renoir - e isto somente em comparação com o outro quadro - a jarra fica atravancada naquele rectângulo demasiado pequeno e as cores dramáticas não ajudam. É muita informação para pouca dimensão. Já o quadro de Monte respira liberdade, equilíbrio e até dinamismo.
O impressionismo é mesmo assim e no final ganha o Monet.




















Monet
Still life with flowers and fruit
1869
J. Paul Getty Museum




















Renoir
Mixed flowers in a earthnware pot
1869
Museum of Fine Arts, Boston
- o carteiro -
 
 






















 
- o carteiro -
 
tenho ouvido ultimamente dizer, a propósito desta denúncia simultânea de casos de abuso sexual, que há diferentes níveis de gravidade. quer isto dizer que, há abusos mais graves do que outros. Segundo a lei, existe uma pena diferente para diferentes tipos de abuso sexual, o que pressupõe diferentes graus de gravidade. Para quem os sofre, é tudo igual. Nem toda a gente entende isto, mas passo a explicar, sem dramas:
quando tinha doze anos, sentei-me no colo de um amigo da família, que com o polegar fez uma "festinha" no meu pipi. morri de vergonha.
quando tinha 16 entrei no carro de um professor que me levou para o meio de um pinhal. morri de medo.
ou seja, não há diferença entre uma coisa e outra: morrer de vergonha ou morrer de medo tudo é morrer. Estas expressões ("morrer de vergonha" e "morrer de medo") são as correctas. Não morremos de facto, mas dentro de nós alguma coisa morre: passamos a acreditar que aquele tipo de contacto físico é o único que merecemos ter na vida.