segunda-feira, junho 06, 2016

- ars longa, vita brevis -
hipócrates
 
ou
 
- o carteiro -

quando eu era pequenina e só via o meu pai aos fins-de-semana, ele dizia umas coisas com muita piada. entre elas, isto: "I like banana because n'y a pas de caroço". quando comecei a emagrecer a banana foi o primeiro fruto que deixei de comer. mas mantive sempre a maçã. houve até uma altura em que por dia só comia quatro maçãs. Pode parecer muito, mas para quem estava a perder peso, era muito pouco. pelo menos foi o que me explicou o psiquiatra e eu tenho de acreditar no que ele diz, embora aquilo que eu digo também tenha a sua lógica

Vem isto a propósito de quê? pois, de nada. já queria escrever acerca da maçã e do pecado original há algum tempo. O pecado original de Adão e Eva é talvez o episódio mais alegórico e simbólico que conhecemos na Bíblia. Há outros bastante estranhos, mas de que tenhamos conhecimento, só este. O que é que se sabe? Que Adão e Eva estavam nus no paraíso, mas não tinham noção disso. Deus deu-lhes tudo, proibindo apenas que comessem o fruto da árvore do conhecimento. Eles foram tentados pela serpente, comeram e foram expulsos do paraíso sendo por isso obrigados a trabalhar (Adão) e a sentir as dores do parto (Eva).

Talvez porque, segundo as escrituras, assim que provaram do fruto da árvore do conhecimento e se deram conta que estavam nus, o pecado original de Adão e Eva passou a ser conotado com sexo. mas a verdade, e segundo as escrituras, é que eles já deviam ter pecado antes mesmo de terem provado do fruto proibido:

"Por esse motivo, o homem deixará o pai e a mãe, para se unir à sua mulher; e os dois serão uma só carne (Génesis 2, 24)".

Ora, se Deus lhes deu ordem para "pecar", não fazia sentido puni-los por "pecarem". O pecado de Adão e Eva foi, na minha opinião (como se a minha opinião valesse para alguma coisa) terem desobedecido a Deus. Ele colocou-lhes um teste e eles não superaram o teste. Mais ainda: quando dizemos "eles" na realidade foi só ele, Adão. É que primeiro Deus criou Adão  e mostrou-lhe a árvore da qual não devia comer (Génesis 2, 5-17) e só depois criou Eva. (Eva só é criada a partir do versículo 18). Obviamente que quando, no capítulo 3 dos Génesis a serpente se aproxima de Eva e a confronta com a proibição de Deus, ela confirma. Ou seja, Eva sabia, mas por Adão e não por Deus. É no entanto Eva que é punida, talvez porque é ela que colhe o fruta da árvore. Não é por isso estranho que muitas representações do Pecado Original mostrem a serpente com rosto de mulher.

Esta serpente levanta-me muitas dúvidas. Para já porque era uma serpente-falante. Se as serpentes não falam, e esta falava, só podia ser o diabo. De facto, o Livro do Apocalipse faz uma ligação curiosa entre Dragão, Serpente e Diabo:
"o grande Dragão, a Serpente antiga - a que chamam também Diabo e Satanás - o sedutor de toda a humanidade, foi lançado à terra; e, com ele, foram lançados também os seus anjos." (Apocalipse 12, 9)

Digo que é uma relação curiosa não só porque corrobora a ideia de que a serpente era o diabo, mas também porque abre a possibilidade de a serpente que hoje conhecemos nas representações desta passagem, não ser bem a serpente-serpente. É que depois de descobrir que Adão e Eva provaram do fruto da árvore do conhecimento, Deus distribui castigos: o Homem teria de trabalhar para garantir o seu sustento, a Mulher sentiria as dores do parto e a serpente:

"Por teres feito isto, serás maldita entre todos os animais domésticos e entre os animais selvagens. Rastejarás sobre o teu ventre" (Génesis 3, 14).

Ora se Deus diz à serpente que como castigo ela vai passar a rastejar, como é que a serpente se movia antes de Deus a ter castigado? De facto em algumas representações, principalmente nas mais antigas, a serpente tem patas, aproximando-se mais de dragão de Komodo.


















Livro de Horas
Século XV




















Hugo van Der Goes
The Fall
1467-68
Kunsthistorisches Museum, Viena





















Século XV





































Limbourg brothers
Les très riches heures du Duc de Berry
c. 1416
Musée Condé, Chantilly


Estas representações, para além de mostrarem a serpente com patas e até "de pé", mostra-a também com rosto de mulher (e até com seios). Há até uma pintura de Ticiano - atípica - que coloca um putti no lugar da serpente:



































Tciano
The Fall of Man
c. 1550
Museo del Prado

Vemos em cada uma destas representações que a serpente/dragão, oferece à mulher qualquer coisa, mas não podemos concluir que seja uma maçã. A bíblia nunca fala em maçã. Aliás, é pouco provável que fosse uma maçã, por várias razões:

a) o local onde supostamente se encontrava o Jardim do Éden não tinha maçãs (maçãs como as conhecemos hoje: goden, pink lady, granny Smith). A bíblia refere que o Éden se localizaria entre quatro rios:
"Um rio nascia no Éden para regar o jardim, dividindo-se, a seguir, em quatro braços. O nome do primeiro é Pichon, rio que rodeia toda a região de Havilá, onde se encontra ouro, ouro puro, sem misturas, e também se encontra lá bdélio e ónix. O nome do segundo rio é Guion, o qual rodeia toda a terra de Cuche. O nome do terceiro é Tigre, e corre ao oriente da Assíria. O quarto rio é o Eufrates." (Génesis 2, 10-14). Estamos por isso a falar numa zona próxima do actual Iraque. Quer a geografia tenha mudado muito ou pouco, a verdade é que não existiam maçãs nessa zona. Uma vez que, envergonhados, Adão e Eva se cobriram com folhas de figueira, é natural que o fruto proibido fosse o figo.
b) a palavra maçã era usada para descrever muitos frutos, incluindo aqueles que não tinham nenhuma semelhança com as maçãs. um exemplo bem actual vem do francês: em francês "maçã" diz-se "pomme" e "batata" diz-se "pomme de terre". outro vem do italiano: em italiano "tomate" diz-se "pomodoro" ("pomo de ouro" - ler mais abaixo). A nêspera, a pera, o marmelo e o tomate também são pomos, como a maçã.
c) a palavra "maçã" em latim diz-se "malum"; ou seja, a mesma palavra para "mal". basta ver aqui
d) é, segundo as minhas investigações, Milton e o seu "Paraíso Perdido" que no século XVII introduzem esta ideia de maçã=fruto proibido.
 
"Ávido um desejo / Me tomou: conhecer as maçãs belas." (MILTON, John; Paraíso Perdido; Livro IX; Lisboa: Edições Cotovia, 2006, pág. 395)
 
 
Podem estas maçãs ser os pomos, mas bem ou mal, conotamos a maçã com o fruto proibido. Nada disto é novo: para escolher a mais bela, distribuiu-se, segundo a mitologia grega, o pomo de ouro (ganhou Helena de Tróia, o que desencadeou a Guerra de Tróia); havia os pomos do Jardim das Hespérides; é com uma maçã que a bruxa envenena a Bela Adormecida... Portanto, quando "fordeis à missinha, num bos esqueçaindes deste post". Fazei as bossas orações e agradai a deus, beijinhos.

6 Comments:

Anonymous pedro b. said...

Depois de muito vasculhar, lá consegui descobrir a razão porque, especialmente na pintura a partir do Quattrocento, a serpente aparece com rosto e corpo de mulher. Tinha mais comentários para colocar, mas demora-me demasiado tempo (Por exemplo, o termo latino malum corresponde na realidade a duas palavras diferentes; ou melhor, trata-se de palavras homógrafas, com pronúncia e etimologia diversa. A equivalência – se foi intencional, algo que está por demonstrar – resulta de um trocadilho.). Bem, por agora, aqui vai a explicação:

http://www.christianiconography.info/adamEve.html

(…) Before the Gothic era the serpent was just a generic snake, but in the mid-12th century Peter Comestor wrote that there is a certain species of serpent that has the face of a young girl, and that Satan had chosen to use that kind of serpent to beguile Eve because "like heeds like."(nota 3) This claim was repeated by subsequent commentators, the putative species acquired a name ("Draconcopedes"), and by the early 13th century female faces started to appear on the serpent.(nota 4) The earliest may be this relief [1220-1230. Relief on the right portal of the west façade Amiens Cathedral; link para imagem] at Amiens. By the 14th and 15th centuries they become quite common (example [link para imagem]). The most illustrious example is Michelangelo's panel on the Temptation [link para imagem] in the Sistine Chapel.
[se bem que eu, pessoalmente, prefira o quadro de Hugo van Der Goes]

Nota 3: Elegit etiam quoddam genus serpentis, ut ait Beda, virgineum vultum habens, quia similia similibus applaudunt…, "[Satan] chose a certain kind of serpent, as Bede says, that has a young girl's face, because like heeds like," Historia Scholastica, Genesis chapter 21 (Migne 198, col. 1072). But Bonnell [link] (257) found no such statement either in Bede or in works spuriously attributed to him. Laderman [link] (8) traces the idea to the 5th-century rabbinical Bereshit Rabbah, but that work merely puns that Eve (Havah) was the hivya ("serpent" or "seducer") of Adam. … As for feminist interpretations of this iconography one should apply Ockham's razor. The simplest explanation for Peter's saying "like favors like" is that a woman is in fact more likely to heed the advice of another woman than that of a talking snake. And the simplest explanation for a medieval artist's giving the serpent a woman's face is that a highly respected exegete has said it had one.

Nota 4: The "Draconcopede" is in Vincent of Beauvais's Speculum Naturale, XX, xxxiii (Bonnell, 258). For a survey of other commentaries, images, and plays featuring a woman's face on the serpent, see Bonnell, 258-88.

15/6/16 3:57 da tarde  
Blogger beluga said...

Olá professor, boa noite

Já me tinha mostrado esse site, que é de facto muito bom. Vou passar a usá-lo. Também uso o Reau, mas tenho de ir à biblioteca para consultá-lo. Calculo que já nem haja disso.
Será que a serpente com rosto feminino não estará relacionada com Lilith? A primeira mulher que vem tentar a segunda para ver o casal em desgraça?

Vou tratar da vida.
um abraço, b.

(obrigada pelo seu comentário)

22/6/16 10:59 da tarde  
Anonymous pedro said...

Pois, já uma vez tinha citado este site (curioso, isto dá para fazer trocadilhos), mas desta vez fui lá parar por acaso.
Há também várias interpretações feministas desta serpente-mulher, claro (como se refere na nota 3, acima). Não há dúvida de que a sociedade/cultura judaica era especialmente patriarcal, mas a ideia de uma serpente-mulher aparece na arte medieval europeia, não na Bíblia. A historiadora Gerda Lerner (La Creación del Patriarcado, Barcelona, Editorial Crítica,1990), que eu estudei durante o doutoramento, refere vários antecedentes iconográficos na antiga Mesopotâmia: a Árvore da vida (uma palmeira, ou aliás tamareira), a serpente, um deus e uma deusa dispostos simetricamente de cada lado da árvore, etc. Tudo isso pode ter inspirado o relato bíblico (aliás, ela cita também textos, mitos e histórias da região mesopotâmica), mas é impossível uma relação iconográfica directa, através da arte judaica (que era anicónica, pelo menos no que aos deuses diz respeito).
Por outro lado, e aqui é que se torna interessante, há o relato da “serpente de bronze” de Moisés, etc. o que sugere um culto da serpente entre os antigos israelitas, rival do culto de Yavé. Inúmeros historiadores/as trataram esse tema, bem antes da Gerda Lerner.
Já agora, entre outros documentos que ela cita, encontra-se o cilindro (para placa de argila) conhecido como “the temptation seal” (ou “Adam and Eve seal”) do Museu Britânico. Pertence ao período pós-acadiano da Mesopotâmia (c. 2200 - 2100 a.C.) e no séc. XIX foi associado à história do Génesis pelo assiriólogo George Smith, como prova de um antecedente directo para o mito da Queda (tal como existe por ex. para o Dilúvio, etc.). O cilindro mostra duas figuras sentadas frente-a-frente, com uma árvore de permeio e uma serpente, aparentemente em movimento ascendente, um pouco ao lado. A interpretação de Smith tem sido contestada, e Gerda Lerner também não se lhe refere como uma representação taxativa da Queda. Segundo a wikipédia, o Museu Britânico considera actualmente que que se trata de uma imagem, habitual durante o período em questão, representando uma divindade masculina sendo venerada por uma figura feminina [sacerdotisa?].

A imagem está disponível no site do British Museum:
http://www.britishmuseum.org/research/collection_online/collection_object_details/collection_image_gallery.aspx?assetId=604924&objectId=368842&partId=1

24/6/16 3:25 da tarde  
Anonymous pedro b. said...

Depois de escrito o post anterior, estive a reler o livro da Gerda Lerner e verifiquei que, afinal, não faz qualquer referência ao cilindro do Museu Britânico (embora apresente outras imagens muito semelhantes). Devo ter lido isso noutro lado qualquer e fiz confusão, peço desculpa!
Lerner limita-se a dizer que a serpente representada na maioria destas placas (e nas lendas e mitos transcritos da tradição oral, como a epopeia de Gilgamesh) é a antiga deusa da fertilidade Asherah, muito popular durante a fase inicial de Israel, e cujo culto em Canaã tinha lugar nas árvores. O relato hebraico do Genesis basicamente estabelece o monoteísmo (existe um só deus [masculino] e a deusa da fertilidade é um símbolo do pecado) e ao mesmo tempo a submissão da mulher ao marido: “… o teu desejo será para teu marido, mas ele te dominará!” (Gen. 3, 16), doutrina retoma por S. Paulo, na Carta aos Efésios (ou pseudoPaulo, segundo outros).

De acordo com o Hall’s Dictionary of Subjects and Symbols in Art (Londres: John Murray, 1984 [ed. de bolso]), a serpente aparece como um símbolo fálico, associado à deusa Terra, nos ritos de fertilidade primitivos. Mais especificamente, sobre a serpente-demónio na tradição judaico-cristã:
“The association of the snake with a tree, the latter a female symbol of the renewal of the earth’s vegetation, was found in the rites of the ancient near eastern fertility goddess Ishtar-Astarte. It was represented as a snake encircling a fertility goddess Ishtar-Astarte. It was represented as a snake encircling a tree-trunk, which became the serpent of the Garden of Eden in Hebrew mythology, and was apparently the brazen image [=Serpente de bronze] made by Moses to protect the Israelites.” (p.285)
Acresce ainda que também o Museu Britânico (cit. pela wikipedia) considera que a tamareira e a serpente representadas no cilindro designado de “Tenta são provavelmente um símbolo de fertilidade.

Em termos de iconografia propriamente dita, o Hall’s Dictionary descreve-se assim o episódio da Tentação (Genesis, 3, 1-7):
“The serpent is twined round [the tree] trunk (a type probably derived from the pre-Christian image of the dragon guarding the tree of the Hesperides) or is standing beside it. It may have a woman’s head and sometimes also a torso. If standing, it has four legs and feet like a lizard’s. (It was only afterwards that God cursed it: ‘On your belly you shall crawl’.) Adam and Eve stand by the tree … (p.5)

24/6/16 10:47 da tarde  
Anonymous pedro b. said...

Em relação ao site http://www.christianiconography, descobri depois um artigo datado de 1990, que contem parte dessa informação:
Jane Schuyler, “Michelangelo's serpent with two tails”, Notes in the History of Art, Vol. 9, No. 2 (Winter 1990), pp. 23-29.
http://www.jstor.org/stable/23202629?seq=1#page_scan_tab_contents

A autora defende que a mulher-serpente, no fresco de Miguel Ângelo (episódio da Tentação, ou Queda) é a Lilith da cabala judaica.
Não consegui ter acesso ao artigo todo, mas li parte dele no Google books. Na verdade, e embora muito documentado, desilude um pouco. Por exemplo, diz que Miguel Ângelo quebrou a tradição ao representar no tecto da Capela Sistina uma serpente com torso humano completo em vez de apenas com cabeça de mulher, e dá o exemplo dos artistas florentinos: Ucello, Masolino, o escultor Ghiberti. Diz que esta “nova” ideia iconográfica, Miguel Ângelo foi buscá-la à cabala judaica (que conhecia através do círculo hermético-platónico dos Médicis) e às representações de Lilith entre os artistas do Norte, especialmente franceses. Porém a representação da serpente com torso de mulher (irmãos Limbourg, etc.) e até com patas (van der Goes) é, pelo menos, um século anterior, como se vê nas imagens da beluga... A discussão sobre as origens da figura de Lilith, no Talmude e, depois na cabala medieval, é no entanto bastante interessante. No Zohar (séc. XIII), Lilith é representada como uma serpente, conduzida pelo demónio Samael (=Satanás), o mesmo par que depois tenta a mulher, introduzindo a morte no mundo.

Uma outra ideia interessante, mas um pouco ‘farfetched’ é que, segundo a autora, pela primeira vez é Adão quem colhe o fruto da Árvore do Conhecimento, em vez de Eva. Na verdade, o que se vê na imagem é Adão no gesto de agarrar (ou tentar arrancar) algo da árvore mas, ao mesmo tempo, é a mulher quem recebe o fruto directamente da mão da serpente.
E fico-me por aqui.
Beijos,

24/6/16 10:48 da tarde  
Blogger beluga said...

Olá professor
Pois, de facto o cilindro do British Museum pode ser qualquer coisa… as figuras estão de lado, como na representação aspectiva da arte egípcia e podem referir-se tanto a divindades como mortais (sacerdotes, monarcas… quando um e outro não são o mesmo). Já que estamos a falar do British Museum (não estamos a falar do British Museum, mas aproveitando a boleia), li no artigo que me enviou que existe em Londres, no British Museum, um relevo de Lilith em que ela aparece:
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Lilith_Periodo_de_Isin_Larsa_y_Babilonia.JPG
Não há muitas representações de Lilith. Nesta ela aparece com asas e com garras de grifo; ou seja, parcialmente animal. Porém, nem mesmo isto pode ser suficiente, uma vez que a primeira mulher de Adão tem consigo as forças da noite como as corujas e aquelas de carácter apotropaico como os leões. Bem, os animais de carácter apotropaico fazem barulho e afastam os demónios e Lilith “era o demónio”, o que me parece uma contradição. De qualquer forma, Lilith poderia ser apenas a explicação para uma pequena parte dos problemas que a Tentação de Adão e Eva colocam.
Como construção, o Cristianismo inventou pouco: usou os edifícios civis dos romanos e transformou-os em igrejas (basílicas romanas com orientação alterada tornaram-se igrejas para o culto cristão), tomou para si um calendário já definido (Ceres e Nossa Senhora das Candeias) e amalgamou tradições anteriores egípcias (Hórus) e greco-romanas. Além disso, o Génesis parece ter sido escrito, pelo menos até ao capítulo 3, a duas velocidades, ou a quatro mãos, com palavras que diferem pouco de uma parte para outra, mas que não são sinónimos. Claro que não estou a tentar encontrar respostas indubitáveis a estas perguntas. Mas para a semana trago-lhe mais. Vou ler umas coisas sobre isto que os meus dealers me arranjaram e depois digo-lhe alguma coisa.

beijinhos, b.

27/6/16 12:53 da manhã  

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