sábado, março 29, 2014

- original soundtrack -

Antigamente no presente
Nos dias em que chovia
Impreterivelmente
Ao meio dia menos um quarto

Sr. estou farto
Sr. estou farto
Sr. estou farto,
Sr. estou farto

Hoje em dia no presente
Estou à espera de que chova
Impreterivelmente
Ao meio dia mesmo em ponto

Sr. estou pronto
Sr. estou pronto
Sr. estou pronto
Sr. estou pronto

Futuramente
Nos dias em que choveu
Impreterivelmente
Ao meio dia mais um quarto

Sr. estou farto
Sr. estou farto
Sr. estou farto,
Sr. estou farto

(Ludgero Clodoaldo, Sr. estou farto)

5 Comments:

Anonymous pedro bessa said...

olá, Ju

li hoje o teu comentário (resposta, aliás) no post de Janeiro sobre os "antimonumentos". Sobre os post que desaparecem, acho muito estranho mas não sei quem te possa ajudar, talvez o Ivo (vou-lhe perguntar). Acho que os post propriamente ditos nunca desaparecem, o que pode desaparecer são as imagens (ou hiperligações), é muito comum em sites já antigos ver imagens cujos ficheiros não "abrem".

Por falar em “farto”, há um ditado português que diz: "morra Marta, mas morra farta!" Por "farta" entende-se aqui bem alimentada (e bem bebida), rica, cheia, à grande. Procurei mais informação sobre este provérbio na internet e só encontrei parvoíces (como seria de esperar). Mas encontrei uma tradução para francês: On ne vit qu’une fois, “só se vive uma vez” –interessante, não?

beijos,
pedro bessa

30/3/14 3:38 da tarde  
Blogger beluga said...

Olá professor:
Esta noite sonhei consigo. Sonhei que tinha perdido tudo: chave de casa, dinheiro, roupa, telemóvel, tudo. E que estava meio perdida num santuário no norte do país a ajudar a organizar uma procissão. Encontrei-o (o professor estava a morar numa casa de pescadores) e deu-me um guarda-chuva e um telemóvel cor-de-rosa.

Quanto aos posts desaparecidos... pois, não sei. Acho que ninguém entrou no meu blog. Acho que é impossível alguém apagar-me mesmo os posts, mas também acho que o Google não deve comportar tudo e então provavelmente vai eliminando posts menos vistos... Não sei, é uma teoria. Não conhecia esse ditado. "Marta" era só para rimar com "farta"? Tinha interesse ver porque se utiliza "Marta". Por falar em só se viver uma vez, pensava encontrá-lo no jantar. Foi muita gente, embora não tenha sido "o maior jantar". Até breve. Vá dando notícias. Beijo B.

31/3/14 12:33 da tarde  
Anonymous pedro bessa said...

olá Ju,

Eu às vezes também tenho cada sonho mais maluco! Acerca do uso do nome Marta neste provérbio: os provérbios, frases-feitas, linguagem popular, etc. recorrem frequentemente à onomástica. Umas vezes para designar personagens-tipo ou determinadas profissões, outras vezes para dizer simplesmente “fulano”, o homem da rua, everyman.

Geralmente são nomes vulgares: Zé (ou Zé Mexilhão, Zé-dos-Anzóis, etc.), António, Maria (ex.: “no tempo da Maria Cachucha” [ou, como em Espanha, “da Maria Castanha”]; “é uma Maria-vai-co’as-outras”), Francisco/Chico (“ser um Chico-esperto”; Chico-escuro). Mas também podem ser nomes raros, estes habitualmente associados à ideia do “fenómeno”, do indivíduo particularmente excêntrico ou estúpido: ser um Ambrósio, um Pascácio, uma Engrácia, um Possidónio…

Nalguns casos, para que o provérbio rime, utilizam-se nomes muito específicos: “Em casa do Gonçalo, manda mais a galinha do que o galo”.
Quem ama a Beltrão, ama seu irmão (variante: “Quem ama a Beltrão, ama seu cão”. Na verdade, e tal como muitos outros provérbios, este já existia em latim: Qui me amat, meos diligit; na Idade Média o nome “Beltrão” era comum – deu origem à expressão: “fulano, sicrano e beltrano”).
Em Espanha: “La mujer de Sancho, rueca, religion y rancho”.

Ainda sobre Marta: existe uma outra expressão “E lá se foi tudo quanto Marta fiou” (=perdeu-se/estragou-se tudo o que deu tanto trabalho a fazer). Uma teoria defende que esta Marta é a irmã de Maria (e de Lázaro), da história bíblica contada por Lucas (10, 38-42):
“…Marta porém, estava ocupada com muito serviço [lida da casa]. E, aproximando-se de Jesus, perguntou: ‘Senhor, não te importas que minha irmã me tenha deixado sozinha com o serviço? Diz-lhe que me ajude!’
Mas Jesus retorquiu-lhe: ‘Marta! Marta! Estás inquieta com muitas coisas. Porém, apenas uma é necessária. Maria escolheu a boa parte, e esta não lhe será tirada’, etc.”

O episódio aparece ilustrado neste quadro de Velázquez, datado de 1618:
http://es.wikipedia.org/wiki/Cristo_en_casa_de_Marta_y_Mar%C3%ADa_(Vel%C3%A1zquez)

Encontram-se versões melhoradas desta mesma cena pictórica, aqui:
http://www.jesusnosama.com.br/mulher/mariaemarta.jpg
https://palabradediosdiaria.files.wordpress.com/2012/10/marthaymaria.jpg
http://palabradediosdiaria.files.wordpress.com/2012/10/marthaymarc38da1.jpg

Agora a sério, uma Marta bem rechonchudinha, grande decote, pintada por Rubens cerca de dois anos depois da de Velásquez (parto do princípio que Marta é a loura da direita, mas poderá ser ao contrário já que a Maria desta história é por vezes identificada com a pecadora arrependida, Maria Madalena):
http://pt.wikipedia.org/wiki/Maria_de_Bet%C3%A2nia

beijos,
Pedro

6/4/14 4:05 da tarde  
Anonymous pedro bessa said...

por acaso, não sei se foi coincidência, mas recebi ontem um email de uma Marta com quem já não falava há dois anos! Talvez o teu sonho tenha sido afinal premonitório…

O tempo melhorou (pelo menos por aqui), está mais sol.
Obrigado,

pedro

6/4/14 4:09 da tarde  
Blogger beluga said...

Lembrei-me de uma coisa. O verso "Alma minha gentil que te partiste" tem um antecedente. Antes do Camões já alguém havia escrito algo muito semelhante. Não tenho aqui o meu caderno, mas depois digo-lhe quem é que escreveu.

Até breve

13/4/14 9:09 da tarde  

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