sábado, abril 24, 2010

- back to black -
manifesto vacuista:

1 o nome deste movimento é arte vácua porque o vacuismo propõe uma arte independente da matéria. não existe na forma natural neste planeta. quando existir chamar-se-á igualmente arte vácua pois nesse momento passa a "ser".
2 o movimento preza o nada embora não seja niilista, preza a ausência de matéria embora não seja idealista e preza todas as manifestações artísticas que o precederam e que existem hoje, embora não faça a apologia de nenhuma delas.
3 os partidários acreditam que a trilogia matéria/tema/técnica dominou sempre a arte figurativa ou abstracta desde os primórdios até hoje. e tem consciência que a mesma trilogia perdurará sem atropelos por se julgar impossível uma arte sem matéria, sem tema e sem técnica.
4 a arte vácua existe independentemente da matéria, do tema ou da técnica em qualquer espaço aberto assim o deseje o indivíduo. esse indivíduo é aquele que tem capacidade de perceber que pode furar o espaço, molhar o espaço, soprar o espaço e não apenas aquele que pronuncia estas palavras.
5 as acções quotidianas como caminhar não são no nosso entender formas de arte. a arte vácua existe independentemente do indivíduo. no há artistas de vácuo porque a arte vácua existe sem eles.
6 não é um movimento de oposição: a oposição é contrária a esta forma de arte. mas também não existe por osmose.
7 o vacuismo não acontece no vácuo.
8 neste movimento não queremos nada; ou melhor, queremos nada.
[nevermind]

6 Comments:

Anonymous Brontops said...

http://www.youtube.com/watch?v=cqP0WNpojFM

Pyramid Song é a música do Radiohead cujas imagens me fizeram lembrar daquela letra do Chico.

Outra letra do Chico

Construção (1971)
Chico Buarque
Composição: Chico Buarque

Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego

Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho seu como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público

Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contra-mão atrapalhando o sábado

24/4/10 3:29 da manhã  
Anonymous Brontops said...

Sobre o post:

http://brontops.blogspot.com/2009/06/telegrama_22.html

Veja as tiras do Angeli.

Abraços

24/4/10 3:36 da manhã  
Blogger alma said...

Beluga,
Peço desculpa pelo atrevimento mas não resisti e fiz um copy paste na caixa de comentários do ODP !

25/4/10 2:28 da manhã  
Blogger alma said...

Hoje sonhei com a Beluga a dissertar sobre o Nada numa sala de conferências, foi um sucesso !

Quem estudou também sobre a importância do "nada" foi o Bergson (o Proust foi a criança das alianças no casamento Bergson/e prima do Proust)
e depois Sartre e afins até chegarmos a si Beluga (smile)

25/4/10 2:11 da tarde  
Blogger beluga said...

Olá Brontops. Também gosto muito dessa música do Chico. Dessa da "quotidiano" e da "eu te amo" (salvo seja!)

PS - Também gosto do Todorov!

Cara Alma:
Por mim não há problema. Quem se pode importar pode ser o AM. Ou os leitores do despropósito. Mas como "quem cala consente", este silêncio deve ser porque a coisa não aqueceu nem arrefeceu ninguém.

Pois eu hoje sonhei que estava a dar um murro ao vazio e acordei com o punho fechado, muito atarantada com um baque no coração.
[Seria muito terrível se eu dissesse que não sei quem é o Bergson? Seria]

25/4/10 11:54 da tarde  
Blogger alma said...

Beluga,

Alguém devia informar o Berardo ....

http://pt.wikipedia.org/wiki/Henri_Bergson

27/4/10 5:22 da tarde  

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