quinta-feira, abril 22, 2010

- não vai mais vinho para essa mesa -

em conversa com o psiquiatra, numa das nossas muitas analogias, percebi que assim como o material por si só não é arte, a arte também não existe sem material. desde sempre a arte foi e é matéria, se não for mais nada, é suporte. é tela, é tinta, é pedra, é papel, é o disco, é a fonia, é madeira, é lixo... Não existe o nada na arte e estava a pensar num novo movimento artístico chamado a "air art" ou a "arte do nada" ou a "arte vácua". em que é que isso se traduzia? num espaço aberto declarado arte. por exemplo: uma galeria em que o espaço era arte. numa arte que só o era pela ausência de tudo. e isso não seria arte minimal, mas quase arte decimal ou até, por oposição ao tanto que há: arte negativa. mas com um sentido positivo.

[nevermind]

5 Comments:

Blogger alma said...

(Smile)
"air art" sim
"arte do nada" sim
"arte vácua" sim

venha daí o manifesto
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22/4/10 12:41 da manhã  
Anonymous ana said...

a natureza tem horror ao vazio
não temos vácuo cá na terra

mas isto é um desafio, é...

22/4/10 11:34 da manhã  
Blogger AM said...

artistas do nada é o que há mais por aí (smile)

22/4/10 8:34 da tarde  
Blogger João Barbosa said...

Beluga, se fôr para a frente com esse movimento, alinho...

23/4/10 5:12 da tarde  
Blogger beluga said...

Cara Alma:
eis o manifesto vacuista para quem o pediu. acho que não vamos fazer nada. afinal, nós existimos por causa da impossibilidade de existirmos.

Cara Ana:
isto é um desafio para o qual estás convocada. ajoê-lhô tem dji rezá, meu bem!

Caro AM:
Pois, mas esses trabalham com tampões, sacos de plástico, talheres e tachos (sim, dos de cozinha também). Desta é que ela não se lembrou... Já estou a ver a Joana Vasconcelos a apresentar "o nada" nos jardins da presidência e a efabular sobre o nada e o papel da mulher numa sociedade marcadamente patriarcal and so on and so on...

Caro João Barbosa:
escrevi o manifesto a contar com os manifestantes. Veja lá não "remate à trave".

23/4/10 11:55 da tarde  

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