sexta-feira, outubro 26, 2007

- ars longa, vita brevis -
hipócrates
Antes e depois ou “provavelmente vai deixar de haver antes e depois devido à repetição: Vik Muniz, Van Gogh e outros. Já não há quase antes e depois dentro da pintura. Hoje parece que tenho de ir buscá-los a fotografia e isso tem para mim muito menos piada. E para saber mais eu precisaria de começar a fazer o doutoramento e sair daqui e voltar a ter vontade de fazer as coisas todas que fazia antes. Mas como para já estamos cá e a net ainda é o meio mais rápido para encontrar os antes e pensar onde estão os depois, ou vice-versa, resta-nos apresentar este post para os leitores do Belogue. Ainda assim fica aqui um Triunfo de Pã, que era o deus da madeira e dos bosques (deve ser por isso que se diz tábua pã). Priapo era o deus dos jardins e ambos estavam associados à fertilidade e aos rituais de Baco. Ambos os deuses estão fundidos aqui num só. Pelo chão podemos ver pandeiretas e vasos associados a este tipo de rituais, bem como máscaras de tragédia e de comédia e instrumentos de pastoreio.

Nicolas Poussin
The Triumph of Pan
1636
National Gallery, Londres


Eleanor Antin
Triumph of Pan
2004
Brooklyn Museum

2 Comments:

Anonymous ana said...

tábua-pã. adorei.

26/10/07 10:13 da tarde  
Blogger beluga said...

não é ana? olha que eu desde sempre pensei que sim. quer dizer, faz sentido e se quiseres efabular podes sempre pensar que é uma tábua habitada por um ser mitológico, uma tábua especial. Era por isso que fazíamos as maquetes em balsa, porque a tábua pã era mística!

27/10/07 12:30 da manhã  

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