O CARTEIRO
A pouca vergonha ou "porque é que não há mulheres nuas na arte até ao século XVI" (excepção para evas, deusas e amantes de reis)
Giorgione
A tempestade
1508
Accademia, Veneza
Ticiano
Bacanal
1523-1525
Museu do Prado, Madrid
Coma nossa mãe ninguém brinca, é verdade. Se o Niépce não tivésse descoberto as possibilidades da fotografia, não gostaria de ver a minha santa mãezinha nos quadros e mármores de artistas, assim com as partes pudibundas de fora. Digo isto porque se houve temática permitida e explorada na arte mesmo durante a I.M. foi o pecado original; Adão e Eva; nus, juntos!!
É claro que Eva não é Maria, mas se Eva é a nossa mãe, não quero vê-la nua. Por outro lado, à mulher de César não basta ser séria, tem de parecê-lo. A Santa Maria Egipciana era uma prostituta; a Santa Ágata é representada segurando nas mãos uma bandeja com os seus próprios seios; as Virgens de Leite são aquilo que a gente sabe e a Santa Teresa d'Ávila completa a lista com o seu "Castelo Interior".
Há uma frase de uma canção de Maria Rita que diz: "não sou freira nem sou p***". Porém, até ao século XVI os artistas não encontraram um rumo para as nossas mulheres: elas são mães, esposas, santas, mas sempre vestidas. As que se despem são as Evas, as deusas e as amantes de reis.
As coisas só mudam, primeiro com "A Tempestade" de Giorgione", ainda com um nu muito puro, muito impotente, escondido no canto do quadro sobre o peso da tempestade. É intencionalmente bucólico. O segundo momento é "O Bacanal" de Ticiano.
A partir daí foi a catarse. Agradece-se a todos aqueles que vestiram as nossas mães e despiram as dos outros.
A pouca vergonha ou "porque é que não há mulheres nuas na arte até ao século XVI" (excepção para evas, deusas e amantes de reis)
Giorgione
A tempestade
1508
Accademia, Veneza
Ticiano
Bacanal
1523-1525
Museu do Prado, Madrid
Coma nossa mãe ninguém brinca, é verdade. Se o Niépce não tivésse descoberto as possibilidades da fotografia, não gostaria de ver a minha santa mãezinha nos quadros e mármores de artistas, assim com as partes pudibundas de fora. Digo isto porque se houve temática permitida e explorada na arte mesmo durante a I.M. foi o pecado original; Adão e Eva; nus, juntos!!
É claro que Eva não é Maria, mas se Eva é a nossa mãe, não quero vê-la nua. Por outro lado, à mulher de César não basta ser séria, tem de parecê-lo. A Santa Maria Egipciana era uma prostituta; a Santa Ágata é representada segurando nas mãos uma bandeja com os seus próprios seios; as Virgens de Leite são aquilo que a gente sabe e a Santa Teresa d'Ávila completa a lista com o seu "Castelo Interior".
Há uma frase de uma canção de Maria Rita que diz: "não sou freira nem sou p***". Porém, até ao século XVI os artistas não encontraram um rumo para as nossas mulheres: elas são mães, esposas, santas, mas sempre vestidas. As que se despem são as Evas, as deusas e as amantes de reis.
As coisas só mudam, primeiro com "A Tempestade" de Giorgione", ainda com um nu muito puro, muito impotente, escondido no canto do quadro sobre o peso da tempestade. É intencionalmente bucólico. O segundo momento é "O Bacanal" de Ticiano.
A partir daí foi a catarse. Agradece-se a todos aqueles que vestiram as nossas mães e despiram as dos outros.
4 Comments:
arte não é assunto de homem não. isso é que era bom!
a gargalhada espontânea parece um arroto peterpan!
Eu sei que tenho a tendência para encarar a arte só a aprtir do século XI. Porque gosto mais, não sei. Mas para amanhã fica um especial seios. E nesse entram todas as deusas da fertilidade e muito mais.
Por favor, não façam disto o messenger. É um blog de família!!!
CARA BELUGA
fica tranquila, o blog é de família, logo não se pode asneirar.
ouviste peter pan? tomemos o nosso mesmo tino noutro lado!
Enviar um comentário
<< Home