terça-feira, novembro 10, 2015

- o carteiro -
os meus pais (sim, tenho pais) dizem-me muitas vezes "X (o meu nome não é "X", obviamente), não há nada pior do que estar sozinho. devias arranjar alguém". "arranjar" é o verbo que eles utilizam, mas nem vou explorar isso mais do que o necessário. "arranjar" é do âmbito da utilidade e a companhia, seja ela qual for, não deve ser arranjada, não deve ser desenrascada, como um remédio, um remendo, uma panaceia qualquer. isso aplica-se a todo o tipo de companhia. 
eles estavam a referir-se à "companhia amorosa" que é uma expressão que, se não existe, passa a existir. 
mas eu penso, sinto, que não se deve ter uma companhia por medo do futuro em solidão, por medo da velhice sem um braço. quero acreditar - e só pode ser assim, quer dizer, é impossível ser de outra forma - que se há milhares de anos, artistas, músicos e escritores falam do amor, é porque ele existe. não é possível que tanta gente esteja enganada. claro que nem tudo o que é casamento, namoro ou outros, é amor. mas em algum lugar, de alguma forma deve existir amor: altruísta, íntimo, apaixonado, profundo e amigo amor.

1 Comments:

Blogger beluga said...

Tem cuidado com o que desejas. Pode concretizar-se
Pai Natal

13/11/15 1:46 da tarde  

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