sexta-feira, novembro 30, 2007

- o carteiro -

notícias do mundo do mundo
[1]
O presidente, o ex-presidente, a sua mulher e a língua comprida:
Gostava de Bill Clinton e para falar a verdade o ex-presidente nunca fez nada para eu deixar de gostar: gostava da dinâmica da presidência, gostava da sua inteligência no que diz respeito a política interna, gostei de ver um Democrata na Casa Branca. Até gostei de saber do escândalo sexual. Não gostei muito quando o presidente se calou enquanto decorria a tragédia no Sudão, sabendo nós que para evitar o massacre de 2002 bastava Bill Clinton ter levantado o telefone e dito para os seus amigos chineses do outro lado que estava na hora de pararem de fornecer armas ao país. Isso não se esquece, assim como não se esquece a não opinião de Clinton quanto à Guerra do Iraque em 2002. Quando a Guerra começou Clinton não se manifestou, uma semana antes da Guerra disse que teria sido preferível uma inspecção mais rigorosa ao país do que invadi-lo, em 2002 apoiou a resolução do Senado que autorizava uma ofensiva militar na região. A mulher Hillary, agora candidata, votou a favor de uma acção militar americana no Iraque. Esta semana, na sequência de uma acção de campanha para a eleição da esposa Clinton disse o que devia ter dito desde o início, mesmo sendo um presidente a sair do cargo. Disse numa só intervenção e com toda a certeza aquilo que não foi capaz de dizer em muitas e por meias palavras: que se tinha oposto desde o início a uma ofensiva militar no Iraque. Ora eu não quero ser mesquinha, mas não é isso que ele diz aqui.
E pensar que o ponto fraco de Hillary é o Iraque...
[2]
Os reis, as rainhas, o presidente a bandeira:
Esta semana, um membro da Câmara dos Comuns em Inglaterra voltou a levantar uma questão que não sendo daquelas que fica atravessada na garganta de ninguém, é embaraçosa para a grande nação; ou seja, a bandeira. A bandeira inglesa foi desenhada a partir da heráldica de três das quatro nações que constituem o Reino Unido: a Inglaterra, a Escócia e a Irlanda. O País de Gales nunca foi representado na bandeira inglesa. A história ganhou agora lugar nas parangonas depois da ministra da cultura inglesa ter declarado que estava a considerar o redesenho da bandeira. O problema é que o País de Gales foi conquistado, tecnicamente é um principado e não é independente politicamente desde 1282, altura em que foi conquistado por Eduardo I de Inglaterra. E até 1999 era governado a partir de Londres. Como é um principado, o País de Gales é representado pelo mesmo símbolo que a própria Inglaterra; ou seja, a cruz de S. Jorge, embora o território tenha um símbolo próprio, a cruz de São David (amarela sobre fundo negro). Note-se que mesmo a denominação Wales é de origem germânica e quer dizer “estrangeiro”.
Eu cá não mudava nada. Gales nunca se queixou e tem uma autonomia, língua, cultura, identidade próprias que nunca chocou com nenhuma das outras nações.

3 Comments:

Blogger João Barbosa said...

E Gales tem uma bandeira bem gira... com um dragão!

30/11/07 9:47 da manhã  
Blogger AM said...

manias revisionistas de ministras pós-modernas
até aposto que usa o cabelinho curto, besuntado de amarelo

30/11/07 7:28 da tarde  
Blogger beluga said...

quem é que usa? a ministra?

1/12/07 1:44 da manhã  

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