quarta-feira, setembro 19, 2007

- o carteiro -
[please don't taser me, officer]
Um estudante da Universidade da Florida foi preso no passado dia 17, segunda-feira, durante uma conferência com o Senador Jonh Kerry na mesma Universidade. Andrew Meyer de 21 anos passou a noite na prisão e foi presente a tribunal no dia seguinte acusado de dois crimes: desobediência à autoridade e desrespeito face à Assembleia de alunos e oradores. Mas o que terá motivado a sua prisão que não consta das notícias nacionais, mas colocou o vídeo no youtube (aqui e aqui com toda a intervenção), nas notícias americanas e no site do próprio? Na minha opinião foi a violência usada contra ele e o teor da sua intervenção que no conteúdo não tem nada de ofensivo nas sociedades ditas democráticas, mas que sucumbe à tentação da palavra ("blowjob" não é um bom termo para aplicar numa intervenção) politicamente incorrecta.

Após a intervenção de Kerry que parece ter durado duas horas segundo o que se ouve no vídeo, foi dito que os presentes poderiam colocar questões ao Senador e a Andrew que ele seria o último pois já não havia mais tempo. Quando chegou a sua vez o jovem recomendou um livro a Kerry, um livro que o mesmo disse já ter lido. Retrata, assim como outros livros (palavras de Andrew) a noite das eleições em que Kerry perdeu para Bush. Fala do habitual: votos não contados, erros nas listas de recenseados... Enfim, Kerry é dado por muitos como vencedor e é interrogado sobre a sua inacção na noite das eleições face ao que já se sabia: que os resultados tinham sido forjados. É também questionado quanto ao facto de, enquanto congressista democrata e sendo agora o congresso de maioria democrata, nunca ter pedido o afastamento de Bush. É claro que pelo meio Andrew tem um tom agressivo, desafiador, esbraceja e fala bastante alto. Mas atrás dele estão cinco polícias e um deles aproxima-se do jovem antes mesmo de este colocar a pergunta. E são necessários cinco polícias para arrastar da sala um rapaz de 21 anos. Não o conseguindo, veja-se no vídeo o que foi "necessário" fazer.