segunda-feira, setembro 12, 2016

voltou a acontecer. voltei a perder o mesmo comboio duas vezes. quando cheguei à estação, as portas do comboio estavam a fechar e ele a arrancar. Disse palavrões cabeludos em voz alta e corri em direcção ao metro, quase a tropeçar nos sapatos. Tempo de espera: três minutos. "não vai dar...". Entrei, instalei-me logo no início da composição, a saltitar num pé e no outro. fiz contas de cabeça, contei segundos e quando o metro parou desatei a correr pela rua fora, desci as escadas como uma tótó e... perdi o comboio outra vez. voltei a dizer palavrões cabeludos em voz alta, mas a estação é tão deserta que ninguém ouviu. que fazer? ficar lá a deprimir? não. fazer o caminho de regresso à primeira estação, pela ponte, a pé.

e foi aí que vi aquelas luzes todas dos automóveis, dos sinais de trânsito, das ruas, dos neons e das casas. acho até que vi luzes das lamparinas no cemitério. penso sempre que quem mora ali é gentil, bom, sensível, feliz (gosto de sublimar) e que um dia ainda vou conseguir acender uma luz daquele lado da ponte. só espero que não seja a do cemitério. lagarto, lagarto, lagarto!  

2 Comments:

Anonymous ana said...

que bonito.

13/9/16 8:03 da tarde  
Blogger beluga said...

São os seus olhos, minha querida e fiel amiga... são os seus olhos.
Os seus, e os meus. E os do professor bessa.

13/9/16 10:25 da tarde  

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