quinta-feira, agosto 27, 2009

- o carteiro -
humm... quantos pratinhos de sopa é que isto dava?
A polícia iraquiana - e não são as comandadas pela coligação - recuperou um quadro de Picasso "The Naked Woman" que foi roubado do Kuwaiti National Museum em 1990, durante a invasão militar pelas tropas de Sadam Hussein. Alguém tentava vender o quadro (no Iraque? Em guerra?) por cerca de 450 000 dólares a Norte do Iraque. Segundo o detido, um parente tinha estado presente na invasão do Kuwait e deu-lhe o quadro para o senhor guardar. O governo iraquiano pretende devolver o quadro ao Kwait, quadro esse que vale vários milhões de dólares. Quer dizer, o quadro tinha um carimbo de garantia do museu, razão pela qual era fácil de perceber que se estava perante algo importante. Mas a quem é que o homem ía vender o quadro? E será que o Iraque vai mesmo devolver? Humm... isso podia não dar muitos pratinhos de sopa de couve tronchuda, mas que dava para comprar muitas kalashnikov's, lá isso dava.
[link]

Depois de Joe the plumber, Joe the publicarchitect
O príncipe Carlos ataca outra vez: num ano cheio de intervenções voluntárias nas obras de arquitectura um pouco por todo o reino, e decidido a acabar com os starchitects (e a criar um estilo ao seu gosto), o príncipe, muito preocupado com a democracia, fez um pedido ao público em geral para que participasse no desenho de novos edifícios. Embora esta não seja uma ideia original do príncipe (a Escócia também já faz isso), no caso dele é preocupante pois a democracia inglesa é como a grega: metecos, mulheres e escravos não votam. Carlos advoga que as populações residentes, mais do que os arquitectos devem ter a última palavra a dizer na construção de edifícios que aos mesmos dizem respeito. E implantou mesmo o “enquiry by design” (EBD), que pede às pessoas que digam se preferem um parque coberto ou descoberto, o estilo arquitectónico X ou Y, janelas de madeira ou de metal. Mas tendo em conta que Carlos advoga um estilo pessoal na arquitectura inglesa e que se tem eximido bastante em comissões de obras que não são da sua alçada (mesmo em obras de empresas privadas, Carlos tem exercido alguma pressão para que as mesmas optem por outros arquitectos, como aconteceu com Lord Rogers) esta opinião traz, no mínimo, "água no bico".
[link]

6 Comments:

Blogger João Barbosa said...

a do Picasso é fixe, mas acharia ainda mais graça que o quadro fosse uma cópia e que o original está numa gruta do Afeganistão.

27/8/09 12:21 da manhã  
Blogger João Barbosa said...

quanto à do Príncipe...
.
Príncipe de Gales lembra-me sempre aquele padrão de fatos de homem... é que detesto mesmo!
.
Acho que democracia ou consulta popular e arquitectura e urbanismo não ligam muito bem... afinal de contas, as pessoas têm um gosto muito mauzinho.

27/8/09 12:22 da manhã  
Blogger beluga said...

Concordo com o primeiro, embora ache que o Picasso não iria achar muita graça. Quanto ao príncipe, o nome do padrão é mesmo príncipe de gales... uma aborrecimento! Por um lado aquilo faz sentido, mas se colocam as pessoas a escolher que estilo arquitectónico preferem e lhes derem a escolher entre o barroco e o brutalismo já se sabe onde a coisa vai ter.

27/8/09 2:05 da manhã  
Blogger AM said...

aló-aló... a do picasso dava uma bela série cómica

27/8/09 1:52 da tarde  
Blogger beluga said...

caro AM:
O Alô Alô é a minha série humorística preferida de sempre! ("We are from the french resistence. Listen carefully! I shall say this only once!") Isso e os Marretas

28/8/09 1:36 da manhã  
Blogger AM said...

agora passe isso para um "café" na fronteira entre o iraque e o irão com o (falso) picasso a substituir a pintura das "big b...) (by...) e com muitas odaliscas (de burka)
sucesso internacional garantido

28/8/09 11:30 da manhã  

Enviar um comentário

<< Home