segunda-feira, agosto 08, 2011

- não vai mais vinho para essa mesa -

História da Arte do Futuro*
Este grupo que hoje vos apresento é uma dupla argentina formada por Xoana Forlan e Nerli Sarques, dedicada às antíteses. Xoana é de Cárapa e de Nerli de Xilitas, cidades do Norte do país. Xoana estudou em Londres até ao ano passado e aí apresentou já alguma obra que desenvolveu juntamente com as The Girls, um grupo de raparigas de várias nacionalidades que partilhava uma galeria de arte. Desde cedo, Xoana já havia evidenciado alguma consciência artística ao ser eleita e vencedora, por duas vezes, do prémio Juan Marco Solar, que distingue o melhor artista nacional no ano em questão e que estará representado, juntamente com outros, claro, na Bienal de Veneza. Xoana Forlan esteve então duas vezes em Veneza, numa delas praticamente como única representante do país, uma vez que o fazia sem apoio de nenhuma galeria de arte. Note-se que a artista tem apenas 21 anos. Nerli por sua vez desenvolveu grande parte do seu percurso profissional na cidade natal possuía um cargo elevado num banco argentino. um dia, no percurso de casa para o trabalho, viu um grupo de jovens a grafitar uma parede. Embora tivesse tido vontade de se afastar dali e chamar a polícia, permaneceu e acabou por se integrar no grupo. Após mais alguns meses de trabalho no banco deixou a posição privilegiada que tinha para seguir o grupo, mas cedo percebeu que queria uma arte com carácter interventivo, mas não de forma sub-reptícia. Conheceu Xoana num simples Starbucks da capital e o gosto dela pelas contradições literárias e o dele pela exposição das contradições sociais originou os LaDos. Juntos exploram, através da fotografia, esse mundo de opostos. Com eles vemos o frio e o quente, o cheio e o vazio, o áspero e o liso, mas com muito pragmatismo, sem recurso a imagens que sejam chocantes do ponto de vista social (afirmam-se contra as reportagens de guerra ou catástrofes), mas que alertem consciências para as questões sociais. Chegaram mesmo, no início da sua colaboração (que prosseguiu, graças às novas tecnologias enquanto Xoana estava em Londres), a fotografar imagens de flores em cemitérios e flores bem cuidadas numa jarra, em casa, para alertar o governo argentino para a necessidade de respeito pelos ciclos de vida dos animais, que na capital do país eram abatidos quando encontrados na rua, independentemente da sua idade ou estado de saúde. Aqui fica uma sequência onde os autores exploraram o conceito de cheio e de vazio. (Esta obra foi adoptada pela a luta pela legalização da prostituição na argentina.)
Xoana Forlan e Nerli Sarques
Vazio e cheio #5
2005

*se não vier a ser assim, devia ser.

2 Comments:

Blogger João Barbosa said...

acho que estou mais limitado... não percebi a obra. conceito estranho? produção fácil? sou estúpido? as 3 coisas? não percebi mesmo

8/8/11 2:09 da tarde  
Blogger beluga said...

nada disto existe, sou eu que estou a inventar os autores, as biografias e as obras. sou eu que as faço. estou a fazer uma história da arte do futuro à minha maneira, como se calhar as pessoas pensam que vai ser o mundo no futuro: à maneira de cada um. Será o futuro 5.0 (e meio). têm no entanto uma lógica. neste caso, até lhe explicava o conceito, mas é que eu sou um bocado púdica e não queria estar aqui a falar dessas coisas

12/8/11 12:39 da manhã  

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