quinta-feira, maio 19, 2016

"Estás só. Ninguém o sabe. Cala e finge. (...)"

(Ricardo Reis, Estás Só)
- o carteiro -
 
O cócó, a arte e o síndrome Pacheco Pereira
 
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Um amigo enviou-me este vídeo que muito me fez rir. Porque eu rio-me facilmente com a palavra cócó. Cócó e xixi. Embora se trate de uma paródia à Manuel João Vieira, a verdade é que este vídeo fala de alguns aspectos do mercado de arte actual e daquilo que chamo o síndrome Pacheco Pereira. Conforme sabem, o Pacheco Pereira é aquele tipo - que eu adoro - que tem sempre as opiniões mais inesperadas, tão inesperadas que estão à frente de qualquer opinião e, quando são conhecidas, fazem as delícias dos jornais, das redes sociais, dos ilustradores, por aí. Aquilo que ele diz/escreve está tão fora da norma que pode ser considerado de uma de duas formas: mainstream ou ridículo.
Nos anos 80, quando havia dinheiro a rodos, optimismo e muita ingenuidade, as pessoas acreditaram que a arte era um investimento. Como qualquer outro investimento, a arte só é uma boa forma de aplicar o dinheiro se os conselhos forem honestos. Os críticos, que podiam erguer bem alto um artista, ou colocá-lo quase nas ruas da amargura, faziam (e fazem) o seu papel, devidamente pago. Ora eu acho que todo o trabalho deve ser pago, mas o trabalho dos críticos corre muitas vezes o risco de ser parcial. Bom, a crítica nunca é totalmente imparcial: depende daquilo que o crítico gosta. É impossível subtrair a subjectividade do gosto próprio na crítica. Mais, é impossível tirar o crítico dos meios onde ele se move, vendar-lhe os olhos e os ouvidos, deixar de convidá-lo. É também impossível retirá-lo da sua geração ou fazer uma escola só para críticos. Quer isto dizer que é muito natural que o crítico tenha privado já desde cedo com aqueles que vão ser os artistas "a criticar". Nada disso pode ser evitado, é certo. Mas é também certo que um crítico não pode andar ao sabor dos jantares, dos pagamentos mais ou menos ortodoxos, nem das modas. Se nos anos 90 a pintura estava em crise (a pintura, dizem, está em crise há muito tempo, mas o Prémio Turner continua a privilegiar a pintura e nem por isso é tido como conservador), os críticos preferiam escrever sobre novas formas de arte. E porque é que a pintura, a fotografia, o desenho, a escultura e no geral, a figuração, estava em crise? por um conjunto de razões que se originam umas às outras. A pintura estava em crise, diziam os sociólogos, os filósofos, os escritores e os artistas. Os artistas optam então por fazer tudo menos as artes canónicas. são estes artistas que ingressam depois como professores nas universidades, que fazem a critica, que fazem curadoria... ensinam e veiculam a ideia que a arte não necessita do virtuosismo, que o virtuosismo está desactualizado e que tudo que é necessário é vontade. Estas ideias são também legitimadas pelo cansaço do paradigma até aí vigente (e que dizia que sim, o virtuosismo é necessário), emitido e defendido por uma intelligentsia hermética. Passa-se então para o seu oposto - o tal Síndrome Pacheco Pereira - que diz que qualquer um pode ser artista, que a arte é qualquer coisa: basta ter a ideia e concretizar. E esta inversão do paradigma de quem faz, resulta também numa inversão do paradigma de quem compra. Quem compra fá-lo não porque gosta do que vê, mas porque vê valor naquilo que vê. Claro que - e agora sabe-se - muito gato por lebre se vendeu. E claro que, tudo isto é orgânico, fluído e mais cedo ou mais tarde, o oposto deste novo paradigma será válido. Vamos esperar para ver. Até lá, o cócó é arte.*
 
*(não é uma crítica à obra "merde d'artiste" do Piero Manzoni, nem a todos os outros cócós que lhe sucederam) 

segunda-feira, maio 16, 2016

- original soundtrack -
 



















gosto muito desta moça. gosto do estilo e das músicas dela. nem todas, mas gosto. só tenho pena que esta faça parte daquele "porno manso" (numa revisitação da expressão "corno manso") que é as "50 sombras de Grey". o pior do filme é que planeiam fazer uma sequela! isso sim, é mau. é que aquilo é um insulto ao porno e ao erótico porque é mascarado de romance e tem todos os lugares comuns. nada contra o romance; eu até voltei a assistir, num destes dias ao primeiro filme do "Sexo e a Cidade", na televisão. dêem-me imagem em movimento e fico siderada. é por isso que não assisto televisão: qualquer filme-em-cenário-pós-apocalíptico-com-seres-alienígenas-a-alimentarem-se-de-sangue-de-humanos-e-devidamente-derotados-pelo-herói-que-salva-o-planeta-e-recupera-um-casamento-em-crise, me prende os sentidos.
Mas Jessie, se me estiveres a ler, por favor vem cá fazer um concerto. vai ser bom porque eu sou daquelas que grita nomes de músicas. podias tocar esta que diz umas coisas muitos bonitas. até podias tocar só mesmo esta parte. beijinhos e abraços desta que te ama:

Say you love me to my face
I need it more than your embrace
Just say you want me, that's all it takes
Heart's getting torn from your mistakes

'Cause I don't wanna fall in love
If you don't wanna try,
But all that I've been thinking of
Is maybe that you might
Baby it looks as though we're running out of words to say
And love's floating away

Just say you love me, just for today
And don't give me time 'cause that's not the same
Want to feel burning flames when you say my name
Want to feel passion flow into my bones
Like blood through my veins
(...)
(Say you love me, Jessie Ware)
- o carteiro -


Van Gogh
Fifteen Sunflowers in a vase
1888
National Gallery, Londres
A propósito da música da Jessie Ware e do filme ho-rro-ro-so em que ela aparece e sobre estas coisas de romance, lugares comuns e músicas para constituir família, lembrei-me que com o Verão a aproximar-se os namoros pululam. gosto de ver as pessoas a namorar: dá-me uma certa paz. as revistas del corazón enchem-se de frases enamoradas:
"encontrei a mulher da minha vida"
"ele preenche-me"
"ela dá-me paz"
"é o meu companheiro"
por volta de Outubro, no entanto, a coisa esfria, como o tempo, a roupa é mais difícil de tirar, os enamorados desenamoram-se e as parangonas são outras: 
"Raca, disse ele"
"quero manter a minha privacidade"
"ficámos amigos"
"continuo a acreditar no amor"
nas ruas observo a forma como eles olham para elas, como viram a cabeça a uns calções rendados, a uma saia curta. elas engrandecem-se com os olhares deles, crescem, inventam trejeitos com o cabelo. eles comentam-nas; elas, entre elas, têm piadas jocosas e pouco elegantes sobre eles. os telemóveis não param entre fotografias a dois e mensagens em forma de frases lapidares - lapidares porque são de uma falta de gosto capaz de matar - que dizem coisas como "faz acontecer que eu faço valer a pena", "se não me amas, não me mereces"... mensagens com destinatários específicos num mundo panglóssico, o melhor dos mundos, sem dores nas rupturas ou nos fracassos.
quando a minha idade era outra que não esta e eu e a Bárbara não fazíamos temporadas veranis juntas, as minhas férias eram passadas na piscina municipal. apesar de morar junto à praia, a minha mãe não me deixava ir para lá sozinha. preferia a segurança de um rectângulo de água devidamente vigiado pelo nadador, moreno que nem um tição. era torrar todos os dias ao sol. todos os dias não. vá lá... três vezes por semana, pronto. o dinheiro não dava para tudo. eu e o meu irmão almoçávamos recorrentemente um destes dois pratos: filetes de pescada (comprados já prontos num supermercado da rua) com esparguete cozinhado com meio caldo Knorr - algo que não combinava, mas era simples e repleto de sódio do caldo Knorr - ou salada russa, mas sem maionese pois essa foi uma moda que só mais tarde chegou lá a casa. quando mudámos de cidade, passamos a ir de comboio para a piscina, passando antes por casa do Hugo e do Filipe, o que por vezes me enfastiava um pouco. munidos do lanche reforçado - porque a ociosidade dá fome - entravamos na piscina para horas de dolce fare niente. que nessa altura não se chamava assim nem tinha para nós um nome. foi lá que aprendemos a nadar. a minha mãe achava que gente que morava perto da praia devia saber nadar. tratávamos as pranchas carinhosamente. dizíamos: "vais à primeira?"; "gostava de saltar da terceira...". Fui ao trampolim e à primeira. as restantes aterrorizavam-me. pensava: "e se eu morrer?. ainda há tanta coisa que quero fazer e ver...". O meu irmão dizia-me "burra! anda lá! vais ver que é fixe, não sentes nada, é como saltar da primeira!". também me dizia, a propósito da minha relutância em ir para a água antes de se completarem religiosamente as três horas de digestão: "não sejas burra! meia hora não faz diferença". mas eu não queria... sabia-se lá o que podia acontecer dentro de mim em meia hora. a piscina tinha um dj. não era bem um dj, era uma cassete que tocava as mesmas músicas. ouvia-se roy orbinson e fine young cannibals. havia dedicatórias e "discos pedidos", mas sem sobressaltos ou paixões. pelo menos eu não os percebia assim. a suelly namorava com o costa, o Herlander era o preferido das raparigas. sem sobressaltos, como uma tarde de sol deve ser.
desse tempo recordo com saudade três coisas:
- pão com tulicreme
- o mindfulness; ou melhor o "não pensar em nada". ter a cabeça vazia e impermeável a qualquer sentimento de culpa pelo momento de lazer
- a ausência de consciência do corpo ou da imagem; levantar e caminhar sem ter de esconder nada, sem me comparar com ninguém.
tal como os namoros de Verão, também as tardes na piscina tinham um fim. esse fim era por volta do dia 5 de Setembro, dia em que a piscina abria pela última vez no ano e nos era permitido ficar até mais tarde. Como pagãos, ofereciamo-nos em hecatombe aos deuses, mergulhando vestidos e contrariando todas as advertências maternas.

sinto-me muito sozinha. agora que leio o post sobre os namoros que começam e rapidamente acabam, percebo que sempre olhei para isso de fora, como se nunca tivesse feito parte do conjunto de pessoas que tem a sorte dessa simultaneidade de gostar e ser gostado. sinto-me sozinha, o que é uma pena, porque acho que tenho muito de mim para dar. 
- não vai mais vinho para essa mesa -

de há uns anos a esta parte, as séries televisivas começaram a ter muito sucesso. vi algumas das que estavam na moda e umas começaram mesmo a fazer parte do meu lote de preferências: "donas de casa desesperadas" (uma vez eu e a Rita fizemos uma "maratona" para acabarmos de ver uma das temporadas), Downton Abbey (chorei quando eles deram o primeiro beijo)... outras como o Will and Grace (com o Jack e a Karen que não eram as personagens principais a fazerem rir mais que os próprios Will and Grace), o "Modelo e Detective" (com o Bruce Willis e a lindíssima Cybill Shepherd), a "Família Bellamy", "Angels in America"... faltam-me mais. Mas se há uma de que sempre gostei e que coloco no topo é o Allô Allô. Após tão pouco tempo do final da segunda guerra mundial (40, 50 anos é pouco para amenizar a barbárie. vai ser sempre pouco tempo, seja ele o tempo que for), fazer uma série com aquela temática e conseguir ridicularizar os nazis (numa altura em que a ordem era diabolizar os nazis) foi obra. tentei fazer destes vídeos um só, mas não consegui. fica a intenção.
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- ars longa, vita brevis -
Hipócrates

nos comentários a este post, ficou no ar a ideia - ficou no ar porque a lancei para o ar - a possibilidade de existir perizonium de outras cores. sendo o perizonium o pano que cobre cristo nu na crucifixão, e uma vez que este se apresenta essencialmente em branco, que outras cores haveria? há, certamente versões em que o perizonium se apresenta encarnado, mas haveria por exemplo, verde? achava que sim, que o El Greco tinha pintado qualquer coisa assim, mas parece que não. e haveria em amarelo (cor de xixi)? e já agora, que significado tinham essas cores, se é que tinham?

antes de começar, faço uma advertência ("tudo na vida são começos", não é?): aquilo que os artistas pintaram ao longo dos séculos relativamente à crucifixão de Cristo, não tem nenhum fundo de verdade. se Cristo realmente foi crucificado, então foi crucificado nu, como eram as regras da época. mas a verdade é que os artistas dos diferentes séculos o pintaram com a zona púbica coberta. ora porque existisse o pudor face à herança escultórica grega e romana do início do cristianismo que, como sabemos, era quase em exclusivo feita de nus, ora porque existisse a consciência do pecado original, ora porque a Reforma protestante fez sossegar os ânimos... a verdade é que na arte Cristo surge poucas vezes nu. quando digo nu, digo mesmo sem nada e frontalmente, não é com uma anca a tapar o pénis, por exemplo. e quando surge nu, é em escultura, o que é de certa forma curioso, mas cuja razão desconheço. há alguns exemplos de cristos completamente nus. o mais conhecido é talvez aquele que o Cellini fez para o Escorial e que levou Filipe II, o rei católico a arrancar a peça com as suas próprias mãos:



















Benvenuto Cellini
Crucifix
1562
 Monasterio de San Lorenzo, El Escorial


Mas houve mais, como o cristo nu de Donatello ou o de Brunelleschi, embora este último deva ter um problema qualquer. parece o Ken da Barbie que também não em genitais; tem um papo para não ficar muito mal de calças... Estas figuras eram, obviamente, cobertas com um pano feito de gesso, mais tarde em forma de perizonium:



















Donattelo
Cristo nu
Século XV
Convento al Frati




















Filippo Brunelleschi
Crucifix
1412-13
Santa Maria Novella, Florença





















Miguel Ângelo
Crucifixo
1492
Santo Spirito, Florença

A primeira referência ao Cristo nu - para além da Natividade em que, supomos, Jesus nasceu nu - vem de um escrito apócrifo datado do século IV e chamado de Actos de Pilatos ou Evangelho de Nicodemos: "And when they came to the place, they stripped Him of his clothes, and girded Him with a towel" (Actos de Pilatos, X-1). Em português substituiu-se a "toalha" pela "peça de linho". Mais tarde, no século XIV surge uma outra referência por parte de Pseudo-Boaventura nas Meditationes Vitae Christ: "Elle s'élance donc d'un trait, s'approche de son Fils, l'embrasse et enveloppe sa nudité du voile qui couvrait sa tête." (Cap. LXXVIII, 432). Só encontrei em francês, mas isto diz que Maria corre , abraça Jesus e cobre a sua nudez com o véu que lhe cobria a cabeça. Se Maria correu a tapá-lo, é porque já existia um certo pudor, provavelmente imposto pela própria religião. Aliás, nas primeiras representações de Jesus na cruz, essa preocupação com pudor já existe, mas é mais fiel ao que de facto se terá passado, se é que se passou alguma coisa. Assim, as primeiras representações de Cristo crucificado mostram-no com um subligaculum, um pequeno pano a cingir as ancas, pano esse que era também utilizado por gladiadores e por criminosos quando condenados a lutar com bestas nas arenas do império. Mas isto acontecia na Igreja do Ocidente porque a arte bizantina procurou sempre fugir às representações de Cristo com pouca roupa. A arte bizantina apresentava Cristo crucificado, porém com uma túnica (o colobium), o que é uma deturpação das próprias escrituras pois nelas está escrito que Jesus foi despojado das suas roupas.
Só no século VI, e por Gregório de Tours (De Gloria Martyrum) é que o termo perizonium entra no vocabulário para descrever o pano que cinge o baixo ventre de Jesus. Enquanto o subligaculum era  quase uma fralda, o perizonium era como uma toalhinha a cobrir as partes pudibundas. No século IX, no Ocidente, esta toalhinha à moda grega faz parte do vocabulário dos artistas, embora já sem nada de verdade histórica. A verdade histórica seria a do Cristo nu e esta deveria servir os propósitos da Igreja, uma vez que Cristo morto é Cristo renascido e portanto, o Cristo que renasce deveria vir nu, puro como uma criança e despojado de tudo o que lembra a sua existência física. No século XIV, alguns pintores italianos como Giotto e Duccio atrevem-se a representar Cristo com um perizonium transparente, o que influencia pintores flamengos como Van Eyck:




















Giotto
Crucifix (front)
1317
 Museo Civico, Pádua























Jan van Eyck
Crucifixion
1420-25
Metropolitan Museum of Art, Nova Iorque


Em 1563, com o Concílio de Trento, a nudez de Cristo tem de ser moderada. Uma das sessões do concílio, penso que a número 25, determina novas regras para as imagens: o nu desnecessário e provocante é desaconselhado e só no século XIX é que ele volta a ser apresentado numa obra bastante parolinha, diga-se. É esta de Max Klinger que me lembra assim a modos que os simbolistas ou os nazarenos:
































Max Klinger
Crucifixão (pormenor)
1890

Mas voltemos ao perizonium. No século XV, Rogier van der Weyden cria o "perizonium voador", ou seja, o perizonium que se agita ao vento sem nunca revelar nada:



















 Rogier van der Weyden
Abegg Triptych (pormenor)
c. 1445
 Abegg-Stiftung, Riggisberg





















Rogier van der Weyden
Crucifixion Triptych (pormenor)
c. 1445
 Kunsthistorisches Museum, Viena


Esta coisa do perizonium voador teve muito sucesso entre os pintores flamengos e os alemães como Dürer ou Lucas Cranach:





















Durer
Seven Sorrows Poliptych
1500
Gemaldegalerie, Dresden























Cranach
Weimar Altarpiece: Crucifixion (central panel) (pormenor)
1555
 Stadtkirche Sankt Peter und Paul, Weimar


Descobri entretanto alguns perizoniuns (não sei se será assim o plural de perizonium) apresentam-se em outras cores:
azul, cor típica de cueca
 Pedro de Campana
Crucifixion (pormenor)
c. 1550
 Musée du Louvre, Paris
vermelho, para uma crucifixão mais ousada
Rafael Sanzio

Crucifixion (Città di Castello Altarpiece) (pormenor)
1502-03
 National Gallery, Londres


com uma risquinha que não prende com gangas:



















Chagall
White Crucifixion (pormenor)
1938
Art Institute, Chicago


cor de rosa para o homem sem complexos:


















Diptych with the Virgin and Child Enthroned and the Crucifixion
1275/80
Art Institute of Chicago

só uma advertência para os senhores: desconfiem sempre de senhoras muito jeitosas por fora. a maior parte delas usa roupa interior vergonhosa. num destes dias, no ginásio, ao abrir um cacifo para colocar lá a mochila, vi umas cuecas. alguém foi embora sem as cuecas. pensei: "mas quem é que vai embora sem as cuecas?". olhando bem para elas percebi que também eu ia embora, pois as cuecas metiam medo ao susto.
- o carteiro -

[1]
Alemanha vs Grécia
[2]
América vs Inglaterra




















terça-feira, maio 10, 2016

almocei lágrimas

quarta-feira, maio 04, 2016

O Belogue - Requinte apresenta a solução para o seu desejo de elegância:



Eis o Belugarte, o fio de prata de 7000000 quilates, jantes de liga leve, faróis de nevoeiro e pormenores de qualidade - feitos por mãozinhas de chineses e paquistaneses num armazém sub-alugado em Veneza Mestre. Com este fio, sinta o luxo, o requinte, o bem-estar que sempre desejou alcançar.

Livre-se de todas as jóias Van Cleef & Arpels que fazem com que seja assaltada à saída das festas de sociedade.
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